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Nokia e Microsoft – Por que vai dar certo – pt.4 – I, Robot

Continuação da série de artigos “Nokia e Microsoft – Por que vai dar certo”. Pra ver o post anterior clique aqui.

O Robô da Google

Como seria o Android

Lembro também que mais ou menos nessa época de 2007, talvez até antes, a Google iniciaria o projeto Android, adquirindo a empresa que o criou. De início, era bem diferente do que é hoje. Inclusive era um celular com tela pequena, e teclado qwerty ocupando metade da tela, como um E71 da vida. Mas a sacada foi que, quando viram o iPhone, diferente da Nokia, que como já disse,  nesse momento deveria ter iniciado o projeto Meego, foram atrás de adaptar a sua interface pra essa nova User Experience. Puxa dali, muda dali, fecharam inicialmente com a HTC e lançaram o G1, o Google Phone. Tela grande, de toque, teclado físico deslizante Qwerty, pq o foco era input de dados. Ainda não acreditavam no teclado virtual. Esse momento foi fatídico pros fabricantes mundiais. Finalmente caiu a ficha de que a maioria dos OS’s era simplório. O Hardware definitivamente ficava em segundo plano. A porta de entrada do uso do Celular era o Sistema que ele embarcava. E a tela tinha que ser grande para melhorar a interatividade e o consumo de dados(aliás, a bola fora da Palm. Assunto pra outro post).

Eu mesmo em meados de 2009 fiquei tentado em vender meu iPhone 3G na época pra comprar um Google Phone. É, antes de disseminar em todas essas operadoras, o Google tentou fazer o seu telefone, Era um segundo modelo, pós G1 que mencionei acima. Esse tinha teclado virtual. Construído também pela HTC, foi posto à venda no seu próprio site, sem subsídio de operadora, de forma inteiramente independente. Claro que não ia dar certo. Pessoas comuns, quando querem comprar um telefone, vão ao Shopping e vêm qual celular comprar junto com seu plano, não vão na internet. Sorte deles que voltaram atrás rápido o suficiente pra se recuperar. E outra, fabricar seu próprio celular ia soar estranho pros fabricantes. Novas atualizações, obviamente iriam chegar para seu próprio aparelho, depois para os outros.

Então, ia vender meu 3G e comprar um Google Phone. Eu já era fã do gigante de mountain view e suas ferramentas. Gmail, Reader, Calendar, o Chrome. Usava e ainda uso muito até hoje. E gosto do lance de ter tudo na nuvem, disponibilizado onde eu quiser. Fora que ele tava com uma interface bacana…parecia…parecia…um iPhone. Mas não era tão bonito.

Em suma eu ia trocar um celular com design que já gostava por outro não tão bacana, porque convenhamos, curto o estilo “Clean” dos produtos Google, mas gosto mais do estilo “Cool” dos designers da Apple. E tinha os aplicativos, que era o que definia a minha boa User Experience com o sistema da maçã. Vou trocar para quê? Vamos deixar esse barco correr pra ver se surge algum diferencial que me faça mudar de idéia. Mas por hora, me deixe aqui com meu “precioso”. A moçada do Android retrucava que o bicho não era fechado como o da Apple. Oras, uma das primeiras coisas que fiz no iPhone foi abrir o sistema com Jailbreak e tacar o terror. Instalava o que queria, acessava via ssh, transferia arquivo, etc etc. “Ah, mas não é livre”. Me atende. Tô pouco me lixando. Meu último iPhone nem jailbreak tinha mais.

No próximo post, vou mostrar como o advento do Android estimulou praticamente todos os fabricantes a adotá-lo no Corrida Maluca

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